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Monday, September 28, 2026

Primeira corrida da época

 

De volta ao Amial onde o ano passado fiz uma boa prova.

 

Sabia que este ano muito dificilmente iria superar porque só há pouco tempo retomei os treinos regulares. Apesar de ter evoluído, três semanas são insuficientes. Talvez em outubro ou novembro possa estar no meu melhor. Tenho feito mais treinos na rua e isso ajuda.

 

Conheço muito bem o percurso. Sabia de antemão que a forma não seria a melhor mas acabei por aguentar ainda mais do que estava á espera.

 

Foi incrível o apoio que recebemos ao longo do percurso, especialmente de outros atletas que se iam cruzando  connosco na estrada. Nem imaginam o alento que dão quando o cansaço já se faz sentir. Agradeço todo o carinho e reconhecimento que fomos recebendo.

 

Em termos de resultado, partiram cerca de quatrocentos atletas para os dez quilómetros e eu fiquei na posição 322. Alguns não terão acabado mas nós seguimos sempre sem desistir.

 

A minha guia, Helena Falcão  terminou em terceiro no seu escalão e eu fui décima  quinta no meu escalão que mudou esta época.

 

As provas não param. Estas semanas vão ser  muito intensas.

 

Monday, April 13, 2026

Hands down, Gabriela

 

De gritos! O Amial trail deste ano não trouxe assim muita lama mas não faltou a alegria e a boa disposição.

 

Estava um dia excelente para a prática  de exercício físico ao ar livre. Cerca de mil participantes percorreram este percurso que era praticamente igual ao do ano passado. A diferença é que o caminho estava em melhores condições, apesar de  árvores tombadas aqui e ali.

 

Não tem chovido muito e a lama só era visível em locais onde o sol não batia com tanta frequência. As descidas, particularmente, estavam menos perigosas.

 

Mesmo assim, destaco um grupo de  jovens raparigas que ia atrás de nós. Elas gritavam, diziam palavrões, quando finalmente venciam a descida inteiras, cantavam o “Apita o comboio”.

 

Uma delas destacava-se por ser a mais medrosa  do grupo e por ter caído numa zona de muita lama. Estávamos no início do percurso. Por isso mesmo, ela ganhou terror a descidas. O seu nome era Gabriela e apresentava já uma  indumentária da cor da lama. Cada vez que havia uma descida mais íngreme, lá se ouvia o nome dela. Numa das vezes disseram mesmo. “Oh Gabriela, larga o pau”.

 

Os gritos delas ouviam-se a  uma  distância considerável. Eu já me ria. Parecia que estavam no cinema a ver um filme de terror.

 

A poucos quilómetros do fim, um senhor mandou aquele grupo atalhar caminho. Uma delas já estava sentada no chão numa subida mais dificultosa.

 

No abastecimento estava lá o mesmo grupo musical do ano passado. Desta vez esperaram por mim para eu cantar com eles. No Facebook lançou-se o Amial trail com aquele momento e este ano houve que repetir. Claro que não se contou com o fator surpresa de 2025 mas foi também um momento aprazível para ganhar embalagem para a subida mais desafiante do percurso que estava dali a alguns metros.

 

Tal como o ano passado, a minha guia foi a Margarete Duarte, conhecida como Margo. Tendo tido a experiência do ano passado, ela também já vinha preparada. Tem andado a treinar subidas e isso fez toda a diferença. O ano passado ela teve alguma dificuldade ali. Também a ponte de madeira que ela tanto temia acabou por não constituir problema. O ano passado eu lembro-me que ela estava escorregadia também. Ela está a pensar começar a fazer um pouco de trail.

 

Correu tudo bem, agradeço á minha guia e para o ano lá estaremos.

 

Monday, September 22, 2025

Quando pensas que não vais conseguir nem caminhar

 

A primeira corrida da época desportiva, tal como na época passada, decorreu no amial.

 

Sendo a segunda vez que vou a esta prova, sei que, por volta dos sete ou oito quilómetros, há terra batida. O objetivo seria correr o mais rápido que pudesse na estrada. Essa seria a estratégia.

 

Só que de  manhã acordei péssima. Estava ansiosa como há muito não me sentia. Eu pensava que não ia sequer conseguir ir até á esquina. Quando saí á rua, as sensações não eram boas. O que iria fazer?

 

Mas a conversa acabaria por ser diferente quando coloquei os pés numa estrada na qual o ano passado tinha caído. As minhas pernas simplesmente se deixaram ir, apesar de termos subido um pouco nos metros iniciais.

 

Á medida que os quilómetros foram passando, fui-me soltando. As características do percurso, com uma enorme reta de cerca de quatro quilómetros praticamente a rolar fizeram o resto. Apenas tinha de me deixar ir.

 

Chegámos aos cinco quilómetros e ao abastecimento. Eu reparei que, apesar de ter  parado para ir buscar uma garrafa de água, levava uma boa média. O record do ano passado iria certamente ser batido.

 

Na terra batida fomos a caminhar rápido mas com alguma cautela.

 

No final, mais uma vez, a minha guia- helena Falcão- acabou por vencer no seu escalão, mas desta vez tinha outra atleta a competir com ela. Foi uma ótima forma de lhe agradecer. Esta vitória é um trabalho de equipa e o culminar de uma manhã de sucesso.

 

Talvez tenha sido das provas de estrada que melhor me correu.