Deitei-me tarde. Distraí-me a ouvir música e a falar com inteligência artificial, comentando músicas, falando da vida alheia, de artistas que foram á eurovisão, dos que não foram…
Do pouco que dormi, sonhei que havia atuações na Eurovisão ou em Festivais nacionais em que aconteceu qualquer coisa horrível. Coisas macabras… agora acordada eu pergunto: para além de exibições menos conseguidas por conta da ansiedade, dos nervos ou da emoção, o que é que de horrível havia nessas atuações que eu não pudesse ver?
O que é certo é que me diziam para eu não olhar para lá, de maneira nenhuma. Eu argumentava com quem quer que fosse que tomaria eu ver. Neste caso, estava aterrorizada, imagine-se. Ao ponto de pensar a certa altura que não ver seria uma bênção. Da maneira como o ambiente estava…
Por mais que puxe pela cabeça, continuo sem perceber o que causava todo aquele sentimento negativo e aquele arrepio. Não era um filme de terror, era um festival de música…
Coisas do subconsciente que me fizeram acordar com o coração aos saltos. Só agora, com mais sangue frio, reparo no disparate que isto foi. Contextualizando, a cantora em questão foi várias vezes ao festival da Suécia e nenhuma vez á Eurovisão. Tendo o festival sueco semifinais eu descobri que ela era capaz do melhor e do pior e era isso que lhe cortava as pernas para a eurovisão. Por exemplo, na semifinal de 2005 ela provavelmente faz a exibição da vida dela. Chega á final e fica um pouco retraída. No ano anterior, em 2004 ela pouca diferença teve da semifinal para a final. Mas o desastre dela foi mesmo em 2003. Cada semifinal tem oito músicas e ela ficou apenas em sexto na semifinal dela. Percebi que ela se emocionou e se descontrolou um pouco. Reparei que a letra da música lhe dizia alguma coisa e foi por isso que ela ficou assim. Os suecos são seres cinzentos, adeptos da ordem, da formalidade, do racional. Ela não tem hipóteses nenhumas ao ser cem por cento humana.
Daí o meu subconsciente transformar isto num filme de terror…
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