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Wednesday, December 06, 2023

“o amanhã não Está à Venda” (impressões pessoais)

 

Escrito em plena pandemia.

 

Ailton Krenak, ativista pelos direitos dos povos indígenas e pela proteção do ambiente reflete sobre a pandemia de covid19 em plena   ebulição da mesma, com o anúncio de muitos mortos e o caos nos  serviços de Saúde um pouco por todo o Mundo.

 

Para krenak, esta pandemia é uma lição que a Natureza está a dar ao ser Humano que destrói o planeta e ainda é mais devastador do que este vírus que só aniquila os humanos, numa forma de os punir e de os ensinar a respeitar a natureza e as outras espécies.

 

O  Mundo foi obrigado a desacelerar por causa desta pandemia que está a obrigar os seres humanos  refletir enquanto estão isolados. Hoje vive-se para o lucro, a pensar no dinheiro e pouco interessando a vida ou a natureza. Esta pandemia obrigou a um recuo, a que praticamente tudo parasse, contra as vozes críticas de alguns dirigentes políticos que queriam que tudo prosseguisse como se nada se estivesse a passar.

 

Ailton Krenak é sobretudo muito crítico para com jair Bolsonaro que na altura era presidente do Brasil e era um dos que minimizava o que se estava a passar.

 

Para o ativista ambiental, há que refletir sobre o amanhã, sobre os sinais que a natureza está a enviar ao Homem. A seguir a esta pandemia, muitos mais cataclismos virão se o Ser humano continuar a maltratar o planeta onde habita.

 

Saturday, July 23, 2022

“ideias para Adiar o Fim Do Mundo” (impressões pessoais)

 

Agora leio uma palestra feita por Ailton Krenak, curiosamente em Lisboa.

 

Ele que é um ativista dos direitos dos povos indígenas no Brasil e preocupa-se com as questões ambientais.

 

O autor salienta que os povos que   habitam em zonas mais rurais e com poucos recursos adaptam-se melhor ás mudanças que o nosso planeta está a atravessar do que quem vive em ambientes urbanos.

 

As pessoas que vivem no chamado  mundo civilizado por vezes olham de lado para povos que possuem outras crenças e outro modo de viver, muitas vezes longe dos grandes aglomerados populacionais. Para quem vive no conforto das cidades, os indígenas e outros povos vivem na pobreza e tudo lhes falta. Não é bem assim, estas pessoas são as que melhor cuidam do nosso planeta.

 

São essas diferenças que fazem com que os povos que habitam a Terra não sejam unidos, construindo assim a Humanidade como um todo.  Vivemos no mesmo planeta mas somos muito diferentes. Haveria que respeitar a forma de viver e o espaço de cada um para se viver a Humanidade de uma forma plena. Não é impingindo os nossos valores que aparentemente estão certos a pessoas que vivem de outra maneira que atingimos a plenitude de Humanidade. Também temos de aprender com essas comunidades e retroceder, quem sabe, a um Mundo  em que o amor e o respeito pela natureza e pelo ambiente sejam valores fundamentais.

 

Li dois livros que falam da forma como hoje vivemos. Não sei para onde caminhamos mas, sem dúvida, que caminhamos para algo não muito bom.