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Thursday, September 05, 2024

“Três Suecos na Montanha” (impressões pessoais)

 

É a primeira vez que leio um livro abordando as relações múltiplas.

 

Trata-se de uma tendência que tem vindo a crescer, apesar da estranheza que vai causando á maioria das pessoas. Também isto é conhecido por poliamor.

 

Uma inglesa, professora de Arte, tem de fugir para uma zona distante, onde ninguém a conheça. Tudo porque o seu namorado filmou ambos a ter sexo anal, ameaçando divulgar o vídeo na Internet caso Daisi terminasse a relação. Foi o que aconteceu, levando á ruína da sua vida.

 

Numa estrada deserta da Suécia, perante uma tempestade de neve, Daisy cruza-se com um alce que lhe danifica o carro. É recolhida por três amigos que vivem numa  cabana. Eles apaixonam-se todos por ela e ela não consegue escolher um.

 

Sam, o namorado de Daisi continua a persegui-la. Será que os novos amigos a vão compreender?

 

Trata-se de um romance erótico que também tem alguns laivos de suspense.

 

Saturday, June 11, 2022

“Um Acordo De Cavalheiros” (impressões pessoais)

 

Como classificar esta obra? É um romance de época? Sim, é. É um romance erótico? Sim, claro. É um romance de espionagem? Pode ser.

 

Ultimamente tenho lido alguns livros que se passam na era vitoriana. Esta época era marcada por grande rigor de etiqueta e de comportamentos, nomeadamente para as mulheres, apesar de a soberana ser uma mulher. Não deixa de ser um contrasenso. Sou da opinião de que a sociedade de hoje ainda tem alguns resquícios desse tempo.

 

Quando eu leio um livro destes, costumo comentar que as mulheres não eram só espartilhadas no vestuário, eram espartilhadas também na alma. Elas não podiam fazer muitas coisas que hoje seria impensável não fazerem, sob pena de se criar polémica. As damas, especialmente, tinham normas e regras muito rígidas e afastarem-se um pouco que fosse delas já era um problema grave. Eu chego a não compreender como é que algo tão simples pode dar logo origem a um escândalo que vale que essa pessoa não entre mais em casa de outras e as pessoas tenham de mudar de passeio, ir a correr fechar as portas de casa para que não as vejam de dentro  e ser uma afronta mencionarem mesmo os nomes delas.

 

Havia aquelas festas de sociedade que eu nem sei se me dão vontade de rir ou se me deixam a pensar como era injusta para as mulheres e para alguns homens que não eram primeiros filhos. Não percebo como é que se arranjavam casamentos porque podiam dar status social e serem uma segurança para o resto da vida, nomeadamente para as mulheres que ficavam sem saída. Daí terem muito cuidado com as   aparências para arranjarem os melhores pretendentes.

 

Ao longo destas leituras fiquei a conhecer coisas tão estranhas como uma dama não comer tudo o que lhe deitam no prato por parecer mal, não se poder rir alto se ouve algo engraçado, não poder falar de política ou de outras coisas aparentemente difíceis para o frágil cérebro feminino, também não podiam ler os jornais ou ouvir falar de pobreza ou de doença…

 

No entanto…havia Dot. Ela era uma dama e, apesar de todas estas regras castradoras da mulher vitoriana, ela comportava-se como uma mulher de hoje no que respeita ao sexo. Ela vive uma relação tórrida e proibida com Tristan. Então uma dama de alta sociedade não se coloca em cima de uma mesa. Nua ou vestida. E se Lord não sei das quantas vem a descobrir. A temporada de eventos sociais já fica arruinada. Tudo porque o tiozinho pode morrer e as donzelas têm de casar rápido. Nada de levantar ondas.

 

Depois de Anne perry retratar bem esta época e as contradições nos comportamentos da sociedade vitoriana, surge pouco tempo depois este livro na minha lista de leitura.

 

Se há romances que entretêm o leitor, este é um deles.

 

Friday, March 18, 2022

“A Casa Das Belas Adormecidas” (impressões pessoais)

 

Ai no Japão é assim???

 

Bem, é a primeira vez que leio sobre tal coisa. Este japonês sempre se foi lembrar de cada uma…

 

Então por terras do Sol nascente existem prostíbulos só para velhos dormirem ao lado de formosas mulheres? Essa é boa! Como já não servem para mais nada…

 

Bem, este livro data de 1961. Nessa altura ainda não tinha sido descoberto o  Viagra para dar outro fulgor aos velhos. E muito menos havia aqueles comprimidinhos que  Paulo Futre tanto apregoa na televisão.

 

Um desses velhos que frequenta esse  estabelecimento do prazer vai narrando as suas aventuras naquele local de perdição.

 

Ali são apresentadas mulheres jovens e virgens profundamente adormecidas deitadas em camas para satisfazer as fantasias de quem já  conheceu melhores dias do ponto de vista libidinoso.

 

Os clientes só não podem possuir as jovens. De resto tudo é permitido, inclusive morrer. Depois o corpo do desgraçado é desovado num local mais inocente e consentâneo com a pacata  existência de velho- umas termas,  imagine-se. Então as pessoas iam dizer: “morreu nas termas, coitado! Aquelas dores nos ossos e aquele ácido úrico estavam a dar cabo dele.” ficaria muito mal dizerem que o respeitável senhor morreu no bordel com uma mulher nua a seu lado. Imaginem só que eu já ouvi  contar histórias dessas. O INEM já foi buscar velhotes a casas de alterne sem subterfúgios.

 

Á medida que o protagonista vai dormindo com diferentes mulheres, vai relembrando as mulheres que passaram pela sua vida e vai tendo estranhas e violentas fantasias. Não sei que droga colocavam á cabeceira para os respeitáveis senhores tomarem. Aquilo ás vezes batia bem.

 

Que historia! Uma das mulheres acaba por morrer. Não sabemos se foi o velho que a matou no fulgor dos seus devaneios se foi a droga forte que a fez vacilar.

 

Muito interessante, este livro…