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Sunday, January 19, 2025

“A Lentidão” (impressões pessoais)

 

Mais um dos autores clássicos. Milan Kundera traz-nos este romance desconcertante.

 

Este livro leva-nos a refletir sobre o imediatismo da sociedade de hoje. Hoje vivemos a um ritmo mais acelerado, logo não paramos muito para pensar, para refletir. Quem caminha a passo apressado quer esquecer. Se quisesse aclarar os pensamentos, abrandava.

 

Neste romance também se cruzam eras diferentes num mesmo espaço, o que dá outra vivacidade á escrita.

 

Muito curioso. Pode estar algo confuso, bastante retórico e filosófico até mas há que sair um pouco do facilitismo dos livros de hoje.

 

Monday, September 09, 2024

 

Milan  Kundera traz-nos este pequeno romance sobre quatro amigos em França.

 

Pelo que me dá a perceber, eles vão prestando atenção em tudo, vão refletindo, vão fazendo do que é mais insignificante assunto de verdadeira importância.

 

Pelo menos foi o que eu percebi.

 

Monday, July 17, 2023

“A Ignorância” (impressões pessoais)

 

Faleceu há poucos dias Milan Kundera com noventa e quatro anos de idade. Ele que nasceu em 1929 na cidade de Brno.

 

Viveu grande parte da sua vida em França e deixou-nos algumas obras de excelência. Eu só agora tive oportunidade de ler algo escrito por este autor que, neste livro, conta a história de duas pessoas, um homem e uma mulher que, emigrados em países diferentes, regressam á pátria natal muitos anos depois e, por incrível que pareça, têm recordações muito diferentes de situações passadas em comum.

 

Depois de terem vivido muito, estes dois personagens encontram-se livres mas, chegados ao país que os viu nascer, descobrem que nada mais resta da sua antiga vida. Definitivamente já não pertencem aí e criaram raízes noutro lado.

 

Na minha opinião, basta mudar de cidade para este fenómeno ocorrer. Acontece comigo quando vou á minha terra. Aqui tenho amigos, tenho a vida organizada, tenho sempre que fazer. Lá quase não conheço ninguém e pouco tenho que fazer.

 

A vida das pessoas muda, cria raízes noutro lado mas fica-se sempre com a sensação de que não pertencemos a lado nenhum.