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Monday, May 19, 2025

“o Templo” (impressões pessoais)\

 

De regresso a um escritor que foi referência para quem escreve terror. De resto Stephen King não nega que H. P. Lovecraft é a sua grande inspiração. Se a memória não me falha, um dos filhos de Stephen King foi batizado com o nome deste autor que escreveu este conto em 1920.

 

Lovecraft é conhecido pelo terror usando ficção científica com vastidão de cenários que reforçam a pequenez do ser humano face ao que o rodeia.

 

Neste conto encontramos um submarino alemão onde se dá uma descoberta macabra que vai colocar em risco a sanidade mental da tripulação. Já aqui tenho oportunidade de dizer que o melhor terror que funciona para mim é dar grande importância maligna a algo que à partida seria inofensivo. Frequentemente é uma estatueta, um boneco de porcelana, algo do género. É o que acontece neste conto.

 

Os alemães retiram de um cadáver que se encontra num barco que capturaram com uma estatueta de marfim no bolso. Eles retiram-lha e ficam com ela. Atiram o corpo ao Mar e, imediatamente, começam a sofrer represálias de forças ocultas.

 

Isso leva o elemento durão que sobreviveu a  prosseguir uma viagem que o leva a um estranho templo  onde estão figuras iguais á que se encontrava no bolso do cadáver. O alemão não resiste a ir explorar o templo.

 

Pode não voltar e deixa escrito tudo o que se passou.

 

Mais um excelente conto. Adoro este escritor.

 

Tuesday, March 25, 2025

“Ex Oblivione” (impressões pessoais)

Há uns anos largos li um artigo que comparava o doping no Desporto ao uso de   Substâncias químicas por parte de escritores e outros artistas.

 

Questionava-se se o recurso a químicos era tão condenável no Desporto como era noutras áreas. Chega-se á conclusão que no Desporto é mais condenável porque vai aumentar a capacidade física. No que concerne á criatividade e ao uso de drogas,  tal subterfúgio não vai potenciar nada. Por si só, o escritor ou o músico já tem talento e criatividade. Mesmo basta um copito a mais para a mente humana se expandir.

 

H. p. Lovecraft fala-nos aqui de um mundo novo facilitado pelos químicos. Um mundo para onde é transportado e que é cenário de muitas das suas obras. Um mundo de sonho criado pela sua mente, com ou sem recurso a químicos. Estávamos em 1921, saliente-se.

 

Sobre os mundos dos escritores falaremos brevemente aquando da análise a um outro livro.

 

Também eu tenho o meu próprio mundo mas  não sou talentosa como Lovecraft e acho que não preciso de químicos para espicaçar a minha imaginação.