Monday, November 02, 2026

“A Bruxa” (impressões pessoais)

 

Desta vez Freida  McFadden comemora  o Halloween em grande estilo. Tinha ouvido dizer que este era um livro um pouco diferente dos anteriores e confirma-se.

 

A autora e médica norte-americana teve de fazer uma  investigação até ao tempo das suas antepassadas que desafiavam os médicos carniceiros adeptos das horríveis sangrias com o conhecimento das ervas. Muitas delas foram acusadas de bruxaria e condenadas á morte. Seria esse o caso de Caroline, uma antepassada de julia- protagonista desta história. Dizem que Caroline foi queimada viva mas  as circunstâncias permaneciam um mistério. As bruxas nos Estados Unidos eram condenadas á forca. Na Europa, proliferando mais a Fé Católica, é que se condenava á fogueira.

 

Falida, Julia chega a casa da avó e da tia. Ela sempre teve medo daquela casa. Um mordomo idoso vivia com as senhoras já na casa dos oitenta anos. Julia sente-se inquieta dentro de casa. Fica intrigada e acaba por descobrir que…na verdade não conhece a sua família.

 

Este livro leva a refletir na tremenda injustiça que muitas pessoas sofreram á conta do fanatismo religioso só por pensarem de maneira diferente. Chegava a haver requintes de crueldade. Muitas das acusações soariam cómicas se não fossem más demais para ser verdade. Dou como exemplo o facto de Caroline alimentar um gato vadio. O gato era preto e ela foi acusada de receber e alimentar o Diabo dentro de casa. Sem comentários.

 

Era assim nesses tempos. Felizmente que não nasci nessa época. Coitada de mim! Gosto tanto de saber os segredos da mente… Vendo bem, a própria Freida, cuidando de assuntos da mente, que era um departamento desconhecido e inexplorado, seria também condenada.

 

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