Comemora-se amanhã mais um aniversário sobre a batalha do Bussaco. Um dia, andávamos nós na escola primária, visitámos o Bussaco com a nossa mãe e fomos ao mosteiro e ao museu militar. A minha irmã tinha um livro sobre esta batalha com os militares nas capas. Não sei se alguma vez li esse livro.
Em 2015, para se comemorarem os duzentos e cinco anos desta batalha, a Câmara Municipal da Mealhada lançou alguns exemplares desta obra da autoria de Manuel Joaquim pinheiro Chagas escrita por volta de 1867.
Este texto tinha sido editado em volumes separados, posteriormente reunidos.
Henrique viu os corpos mortos da sua mãe, irmã e noiva dentro de uma casa calcinada pelo exército francês. Ele torna-se monge e anda pelo Bussaco em 1810 quando se dá a batalha. Ele assiste um soldado francês moribundo e, como bom samaritano e bom cristão, dá-lhe de beber, amparando-o na sua agonia. O francês confessa ao monge ter assassinado três mulheres. Eram as mulheres da vida de Henrique. Ele tem uma decisão difícil em mãos. Ele quer vingar a morte das familiares mas a sua religião e a sua consciência dizem o contrário.
Uma grande história.
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